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O SISTEMA DE COTAS

Thiago Rodrigues dos Santos*

  

         Tendo em vista a dívida histórica do Brasil com as minorias, o governo criou o sistema de cotas para universidades públicas. Tal artefato permeia, além de pontos históricos, questões como paliativismo, condição do negro na sociedade, criação de nova discriminação.

         Em virtude do trabalho nas lavouras coloniais, os escravos foram inseridos na cultura brasileira. Outrossim, com a dissolução da atividade escravocrata, os negros, já sem atividade, deslocaram-se para o litoral na esperança de serem resgatados e devolvidos à terra natal. Porém, esse translado nunca aconteceu e a estada ao longo da costa brasileira, de temporária, passou a permanente, dando origem a guetos, como as atuais favelas. Acresce que, na ausência de políticas públicas básicas - como educação de qualidade, saneamento, saúde - as populações ali inseridas ficaram a margem do processo de evolução social.

         Medidas "tapa-buracos" foram tomadas a todo tempo no sentido de maquiar aspectos que requerem ações mais vultosas ou mesmo de cunho permanente por parte dos legisladores. Por conseguinte, o resultado desse desleixo é um cidadão que, sem a qualificação adequada, não consegue transpor a seleta peneira dos vestibulares e nem um posicionamento em um emprego com salário digno. No cenário atual, as disparidades econômicas, que ainda são grandes, têm apresentado uma acentuada diminuição. Daí, a população negra já representar uma parcela significativa do mercado consumidor, podendo, inclusive, custear para os seus o ensino em instituições privadas.  

         De fato, uma grande parcela dos negros ainda sofre resquícios do processo histórico brasileiro, porém o não progresso desses não pode ser atrelado a uma condição racial.  O negro não pode e nem deve ser visto como um ser que não tem condições de competir em pé de igualdade com os demais. A utilização de tais premissas desvirtua o verdadeiro sentido em se criar cotas.

         É imprescindível ressaltar que o afro-descendente, quando devidamente estimulado, em uma escola com profissionais qualificados, bem remunerados, tem as mesmas condições que outras pessoas de lograr êxito em qualquer tipo de concurso. Daí faz-se necessária a reflexão sobre medidas permanentes a serem tomadas para que, em um futuro próximo, não tenhamos a necessidade de recorrer a cotas para garantir acesso às minorias em universidades e cargos públicos.

 

 * Thiago Rodrigues dos Santos é negro, licenciado em Ciências Biológicas (UFS) e funcionário público.



Escrito por Thiago Rodrigues às 02h02
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Marasmo

Ventania

Composição: Indisponível

Eu vou fugir desse marasmo
Vou sair da capital
Vou fugir desse marasmo
Vou morar no matagal
No mato a gente anda descalço
E pode tomar banho nu
No mato a gente anda descalço
E pode tomar banho nu
E de manhã fazer chapate
E à tarde eu tomo um chimarrão
Se à noite eu faço uma fogueira
Vou tocar meu violão
Vai rolar o som, vai rolar o som
E vai rolar um bom
Vai rolar o som, vai rolar o som
E vai rolar um bom
Eu já fugi desse marasmo
Já saí da capital
Já fugi desse marasmo
Vim morar no matagal
No mato a gente anda descalço
E pode tomar banho nu
No mato a gente anda descalço
E pode tomar banho nu
E de manhã fazer chapate
E à tarde eu tomo um chimarrão
Se à noite eu faço uma fogueira
Vou tocar meu violão
Vai rolar o som, vai rolar o som
E vai rolar um bom
Vai rolar o som, vai rolar o som
Até o dia clarear



Escrito por Thiago Rodrigues às 17h23
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Olá, povo. Se é que alguém passa por aqui (rs). Bem estou bastante feliz, tanto q esqueci de passar antes. Finalmete a novela do último exame acabou e pude me submeter a ele. O resultado saiu rapidão e na última terça de outubro fui á médica levá-lo. Os resultados não podiam ter sido melhores. Tudo limpinho. Que bom!, agora é só planejar minha nova vida. Espero q consiga ter a paciência para passar pelas mesmas experiências no trabalho. Mas tenho fé q consigo. Afinal, passei pelo tratamento e venci essa danada dessa doença. E mais feliz ainda estou porque os amigos que cativei ao longo de minha jornada também estão se dando muito bem, com resultados ótimos. Espero q um dia nos encontremos e deixemos de sermos virtuais.

Caraca ainda não pude parar. Juntou esses exames com uma porção de coisa que já inventem e mais algumas q inventaram pra mim. Sei q ao final lograrei êxito?!



Escrito por Thiago Rodrigues às 05h00
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O que significa BIPOLAR?! O que é estar entre dois pólos distintos? Caraca, essas flutuações de que tanto falam me são muito íntimas. Assim que ouvi falar em B i p o l a r i d a d e eu me vi naquilo. Ou será que além de bipolar sou hipocondríaco?! Vai saber!

Agora, como ter certeza de que´possuo este transtorno? Por que fico tão falante, alegre, extrovertido e de repente me percebo vivenciando a outra face da moeda? Se sentir um ser especial, enviado divino com uma nobre missão!

Eita embaralhado da bilôra! Ei! e quem é que vai me responder a essas dúvidas?!

Tá com a gota! O jeito é esperar alguém surgir na escuridão desse mar que é a internet e acender alguma luz.



Escrito por Thiago Rodrigues às 03h38
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Jornadas, elas surgem em nossas vidas quase que exigindo força, superação, vontade de vencê-las. Deparar-se com um problema que parece ser bastante sério, para muitas pessoas representa um grande choque na vida. Ao receber uma notícia destas parece que o chão se abre ao seu redor, um mar de dúvidas te encobre até o ponto em que seu cérebro trava e parece que dá uma desligada. Tudo se passa pela sua cabeça e nada ao mesmo tempo. O resultado desse big bang são pensamentos bobos e palavras vazias, que com certeza nos arrependeremos de tê-los proferidos.

Após o assombro inicial vêm as dúvidas mais sérias, as preocupações reais, principalmente com questões práticas. O medo da morte nos ronda e a incerteza do sucesso no tratamento também.

Termos médicos! Essa é a próxima etapa. Você, com certeza, irá se familiarizar com cada nome complicado de remédio, exame, procedimento... tudo o que for relativo ao seu caso. E muito mais dúvidas surgiram.

Viver em tratamento é quase estar em um reality show. Sempre observado, deve suportar diversas provas, abstinências... alguns, infelizmente, são “eliminados”, mas no final o grande prêmio compensa qualquer coisa.

Na estrada a ser percorrida, companhias são essenciais. Família, amigos e mais amigos, esses vão ser o posto que irá reabastecer suas forças. Quantas vezes num momento de tristeza repentina você irá escutar, de onde menos se espera palavras de carinho, de conforto, de força.

Passar por um processo como este é uma oportunidade única de reflexão. Rever atitudes, refazer planos, traçar novas metas. Porém, algumas vezes a impaciência e a irritação vêm com força total, dispostas a tomar as rédeas da situação. Mas é aí que Deus age e faz com que o Universo conspire para que a paz seja restaurada.

Quando paro para pensar na doença, lembro-me dos guerreiros que por ela passam ou já passaram. Não há como não se emocionar e deixar as lágrimas virem a lamber os olhos. É um caminho muitas vezes bem pedregoso a se percorrer. Manter o pensamento positivo, uma obrigação, mas que nem sempre é fácil de se realizar.

No final das contas, aprendo muito revendo situações. E sabe que até que saí no lucro com este problema? Sempre tive dúvidas a respeito de aceitação. Questionava-me se realmente eu era querido por alguém, principalmente, por aqueles que me cercavam. E como atendendo minhas preces a doença veio e pude colher o que plantei. Colhi até o que acreditava que não mais ramaria, minha relação com meu pai.

Ao longo da caminhada as pessoas foram muito queridas. Toda a atenção que pude receber foi me dada. Família, companheira, amigos de colégio, de faculdade, de trabalho, colegas e até amigos virtuais. Estes são muito especiais, pois além da força dada para mim, também eram motivo de preocupação porque estavam no mesmo barco. Chego a ficar até sem palavras para expressar minha imensa gratidão a todos esses personagens heróicos dessa batalha.

 

 



Escrito por Thiago Rodrigues às 02h01
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                                  O Que fazer no Horário Político

 

Fomos acostumados desde pequenos com o desligar dos aparelhos de rádio e TV no momento do horário político, com a desculpa de que é muito chato e todos os candidatos são a mesma coisa. Leigo engano!

Criado com a Lei 4.740, de 15 de julho de 1965, que assegurava a difusão dos programas partidários com retransmissão gratuita pelas empresas radiodifusoras, o “horário político” é uma ponte, transmitindo decisões, projetos e comunicados partidários à grande população.  Servindo, perfeitamente, ao papel de mobilizador dentro do processo democrático.

Para grande parte da população brasileira os conceitos de político e política se misturam e causam uma reação semelhante nesta parcela: Ojeriza. E, tal sentimento, acaba alimentando uma reação cíclica, na qual a população não se interessa em consultar as plataformas de governo de seus candidatos, o que leva muitos desses a não cumprirem o que prometeram em campanha, daí a situação do povo tende a piorar e acaba por eleger, no pleito eleitoral seguinte, o mesmo ou algum outro candidato muito semelhante.

Acorda povão! Temos que enxergar que é através desse horário político “chato” que vem a nós a oportunidade para acessarmos as propostas dos nossos próximos representantes, sermos críticos e reflexivos a cada palavra proferida por eles. Algumas vezes podemos nos deparar com uma total falta de preparo do candidato. Alguns não conseguem demonstrar nem o mínimo conhecimento das responsabilidades do cargo que pretende assumir. Isto nos cabe perceber para que evitemos cair nesta armadilha. Vereador tem deveres de vereador e não de prefeito. Prefeito tem responsabilidades de tal e não de presidente. Basta dar uma espiadela no atual horário político para se deparar com dezenas de candidatos prometendo coisas que não poderão cumprir, pois o tema foge completamente à sua jurisdição.

Além de ser muito proveitoso para avaliarmos os melhores candidatos para nossa cidade ou Estado, o horário político acaba por nos divertir com seus personagens, no mínimo, hilários. Rôlas, Shanas, Guerreiros, Defensor dos aposentados, Super-heróis, enfim, uma gama de pessoas que apelam para o escracho na busca de mais alguns votos, porém sem seriedade nenhuma em suas plataformas de governo.

Pois é caros leitores, de hoje até o dia 05/10 tentem não desligar suas Tv’s ou rádios e espiar o que essas figuras têm a dizer. O que nos prometem? Querem uma dica? Tomem nota do que aqueles em quem vocês pensam em votar prometem. Já que a memória é curta, teremos com isso uma maneira de lembrar tim-tim-por-tim-tim tudo o que eles enchem a boca para falar e depois podermos cobrá-los. Analisemos com calma, porém com muita consciência, afinal não queremos por 4 anos abelhas em nossas cabeças ou pernas que não nos obedecem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Thiago Rodrigues às 03h11
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Comecei e agora é pra valer. Foi no meio de uma meditação que finalmente decidi concretizar esse desejo: Vou escrever sem parar. Não sei se a idéia foi minha ou sirvo aqui de instrumento. O que vale é que as reflexões que virão a seguir terão serventia não só pra mim, mas ficarão como um resgate e um apoio, caso alguém se ache necessitado de tal.

Uma vida ou mesmo opiniões, não são coisas simples de se pôr numa folha de papel. Os personagens não são fictícios e o peso das palavras não vem sem acarretar ônus e bônus. Uma vez alguém me disse “Faz e eu te ajudarei”, não custa nada tentar e ver no dá, não é verdade?!

Neste momento pré-início me pego a pensar se partir implica em voltar. Conhecer os lados antagônicos de uma mesma história faz com que este círculo se una? A resposta desses questionamentos que insuflam minha mente eu ainda não tenho, mas quem sabe em algum momento isto seja respondido?!

A vida de criança pobre e negra não é fácil, né?! Não pra mim. Desde infante sempre me achei privilegiado. Tinha uma família completa, comida não faltava, ensino, carinho, atenção. Acho que foi a essa época que comecei a me achar diferente. Não diferente como um zumbi ou algo do gênero, mas como se não fôsse ou não pudesse ser como os outros.

Nunca cheguei a obter confirmações exatas de minha desconfiança, porém a vida se encarregou de dispor de diversas provas muito subjetivas no meu caminho. Sabem qual foi a primeira vez em que chorei e não foi uma surra (fazer o que se eu era levado mesmo!), muito menos as pazes da Xuxa com o pai e o fim do seu programa? Foi ao me deliciar com o livro Tistu, o menino do dedo verde. Eu simplesmente me sentia aquele menino. Passava horas no jardim criando mudas, arando a terra, translocando minhocas de cá para lá.

Outro clássico que me arrancou as lágrimas fora Meu Pé de Laranja Lima, aquele menino peralta, cheio de alegria e muito cuidado e carinho com os irmãos. Porém, neste, não foi a história em si que me emocionou, mas a dedicatória do livro, ao saber que aqueles que Zezé (personagem principal da história) tanto amava, seus irmãos Luís (o rei Luís) e Glória (a Godóia), haviam desistido da vida. Sempre quis ser um pouco do Zezé. Ele, assim como Tistu, também era um anjo.

Será que essa é minha missão? Servir de anjo guardião? Se for, será muito bem-vinda. Espero não desapontar quem me nomeou! Às vezes, nossos anjos nos mandam recados através de pessoas próximas e cabe a nós entendermos e pormos em prática tais vicissitudes.

 



Escrito por Thiago Rodrigues às 19h52
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Oi, tem mô tempão q não escrevo nada por aqui. Mas agora vou retornar. O intuito de criar este espaço foi de desanuviar minha mente. De arrumar um espaço onde pudesse por pra fora tudo o que viesse na cabeça sem a responsabilidade de ser conhecido.

Este textículo eu redigi quando fui desejar os parabéns de uma amiga. Achei muito legal pq nunca na vida tinha feito rimas e saiu de uma vez sem nem parar pra pensar. Então aí vai:

Quem diria,
Chegou o dia,
Em que minha amiga teria,
mais uma alegria.

Com grande prazer eu canto,
pra que sempre afaste o pranto,
como desmonstração do meu encanto,
por esta tão massa criatura.

Criando rimas numa desconjuntura
Improviso esta pequena homenagem
Preparo a voz pra essa fuleragem
Cantar os parabéns de tu, tanajura!

Parabens pra vc nesta data querida muitas felicidades muitos anos de vida!

Falem e pensem o que quiser, mas eu achei muito legal a experiência e... Falei, tá escrito!



Escrito por Thiago Rodrigues às 00h27
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Retrocesso! É o que os nossos representantes querem. Os motivos alegados para o fechamento do comércio aos domingos chegam a ser bizarros. Ora, acredito que nenhum sergipano se colocaria a favor da humilhação e exploração que essas redes de estabelecimentos comerciais fazem com o funcionalismo, porém a abertura de lojas e supermercados aos domingos é muito benéfica, uma vez que todos nós nos valemos de tais estabelecimentos em funcionamento.

Ao invés de RETROCEDER e FECHAR estabelecimentos, porque  o PODER PÚBLICO não se encarrega de FISCALIZÁ-LOS e impedir a exploração. As EMPRESAS seriam forçadas a RESPEITAR as FOLGAS dos empregados e mais funcionários teriam que ser CONTRATADOS, gerando mais EMPREGO e mais capital de giro no mercado.

Se aprovada tal lei, deixa brechas a todas as demais categorias de também gozarem de repouso junto aos seus familiares, além de praticarem seus cultos religiosos, dedicarem-se ao lazer. Afinal de contas Médicos, Enfermeiros, Policiais, Bombeiros, Cozinheiros, Atendentes de lanchonetes, Garçons, funcionários de Cinemas, Parques, Seguranças particulares, Recepcionistas de hotelaria, todos têm famílias e direito a gozarem do DOMINGO com elas. Porém há a necessidade de todos estes profissionais prestarem seus serviços diuturnamente, do contrário a cidade pararia.
Tenho plena convicção de que os Senhores Legisladores repensarão neste projeto e não tomarão um medida tão insipiente quanto esta.

 

Thiago Rodrigues dos Santos - Funcionário Público Indignado



Escrito por Thiago Rodrigues às 02h06
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Rejeição+Precaução = Timidez

                                     

 

 

 

Rejeição, eita sentimentozinho difícil de lidar. Hoje, com a visita de alguns amigos, rememorei algumas cenas de minha vida, rimos, enfim nos divertimos bastante. E, foi à noite, que comecei a refletir sobre meu comportamento, daí cheguei a uma conclusão: EU TENHO PAVOR À REJEIÇÃO! Pois é caro leitor, tenho verdadeira ojeriza em não ser aceito, seja por quem for onde quer que seja.

Alguns de vocês podem achar que é mais um sentimento comum, talvez estejam certos e eu esteja dramatizando demais. Se assim o for só tenho a dizer: Caramba, como essa fobia a rejeição controla meu modo de agir.

Desde muito cedo desenvolvi uma timidez imensa. Não falava, não brincava, não dançava... Ei! Será que realmente eu estava vivo?! (risos). Eu tinha “vergonha” de brincar na rua porque sempre fui muito alto e tinha medo que as pessoas pudessem pensar que era um bobão mais velho no meio das crianças, quando na verdade sempre fui o mais novo. Assim como me sinto impossibilitado de tomar qualquer tipo de atitude ou iniciativa, principalmente em ambientes novos. Trava do mal, esse é o nome desse sentimento que me trava atando meu físico e até minha mente.

Por que sempre buscamos de quem é a culpa quando somos rejeitados? Será que sou eu ou foi algo que fiz? Não, não, acho que eles é que não conseguem ter a capacidade de entendimento! ... DEUS! A culpa só pode ser sua! (risos)

Quando tu entras em um lugar, achas logo que alguém está zoando contigo ou te rotulou de alguma coisa. Relembrar as mancadas que você cometeu por achar que estava sendo vítima de rejeição é extremamente hilário, principalmente quando essas pessoas se tornam suas amigas. Porém, quando se confirma a suspeita... Putz! Sinto-me um lixo. Um bagaço sem serventia pra nada. Aí, a raiva toma conta, você se sente um imenso idiota por ter tomado determinada atitude que levou à rejeição. Pragueja aos céus e infernos e ao final, promete para si que nunca mais fará tal coisa... Pelo menos não até que a próxima situação bata à nossa porta. (risos)



Escrito por Thiago Rodrigues às 01h09
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Eu não sou uma pessoa boa! Não que eu não queira sê-la, pelo contrário, é o que eu mais luto e persigo, mas não me sinto bem quando alguém me diz que sou bom.

Acredito que bondade repele a maldade piamente. Não consigo visualizá-las de braços dados. Aí, você pode estar pensando: ora, o ser humano é imperfeito; É impossível ser de todo bom ou de todo mau. Eu concordo com você, porém, isso me deixa em parafuso maior. Afinal de contas, sorrir, ser gentil, educado, ordeiro, são atributos que todos clamam.

Durante as noites, nos momentos de pausa do meu eu eletrizado, fico refletindo sobre esse tema e martirizo-me quando percebo que não sou de todo bom. Já sei, ninguém o pode ser! Mas, você também há de convir que tantos disparates entre pensamentos e ações não devem ser nada saudáveis.

As maiores aflições que passo são os momentos em que me intitulam: menino bom, bonzinho, meiguinho, tão educado ... Bah! Pra o diabo com a complascência de todos vocês. Ups! ... Pois é, qualquer um adoraria receber tais elogios. Mas se há uma coisa que percebi no tocante a este assunto é que ser o vilão sempre chama a atenção e excita mais. Afinal, passar do estágio de bonzinho para o de coitadinho é muito fácil.

Ser mau ou bom não é uma questão de querer, isso já deu para notar. Receber tais denominações depende do que você deixa transparecer e, também, de quão cegas as pessoas são. (risos). Como quando uma pessoa esfaqueia a outra, é pega com a arma do crime na mão e ainda aparece alguém para dizer que o cidadão tentava socorrer a vítima.

Sempre me foi ensinado, e acredito que a todos vocês também, as coisas que se devem ou não fazer, o certo e o errado, o caminho do bem e o do mal - Devolva a borracha do coleguinha, ajude a quem necessita, a vingança é um sentimento feio, cumprimente os outros, diga com licença, peça por favor, use obrigado. Será que fazendo isso nos tornamos bons?

Quando colocamos em prática os ensinamentos do bem, estamos realmente sendo bons? Mentalize comigo: você trabalha em pé o dia todo; suas pernas estão inchadas e doloridas; sua coluna, então, nem se fala; final do expediente; a condução chega e você consegue, com muito sacrifício um lugar; na parada seguinte sobe uma pessoa com a perna engessada e prontamente você cede o assento. O que vem de imediato em sua cabeça logo após tão nobre gesto? Soa mais ou menos como: CAR***O, por que esse merdinha d'uma figa não pegou um táxi ou encostou em outro assento, ou ainda, escorregou com a muleta no meio da avenida e um ônibus cheio de falamenguistas não passou e esmagou ele?! Meu Deus, que blasfêmia! Isso realmente saiu de mim?! Eu sei, um pouco exagerado, não é? (risos) Mas também é bem possível, não acha?

Quantas vezes, depois de passar horas numa fila, com toda a morosidade dos atendentes, você não ficou fulo por dentro quando bem na sua vez aparece uns cinco idosos para disfrutarem do atendimento preferencial? Cara, nunca fiz briga, muito menos pestanejei em ceder a vez, mas em minha cabecinha doentia... quantas barbaridades. (risos)

Comportamentos ambíguos não são uma constante em mim, mas quase sempre me pego em pensamentos hediondos, impublicáveis. (risos). O fato é: eu quero ser bom! Só que bom de verdade. Não fazer o bem com pensamentos nefastos. Quero isso de verdade, sem esforço. O fato de alguém me julgar bom me revolta e me faz levar em consideração a execução de meus pensamentos (risos). Será que alguém tem a fórmula, a palavra-mágica ou a pílula da sincera bondade? Se tiver, encomenda para mim uma dose cavalar, a ser entregue na rua dos aflitos, númeor 666 a ser pago com cheque... sem fundos (risos).



Escrito por Thiago Rodrigues às 11h31
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